Se você já experimentou uma crise de pânico, sabe o quanto pode ser assustador. Taquicardia, falta de ar, sudorese, tremores, dor no peito, sensação de morte iminente — os sintomas são intensos e podem fazer você pensar que está tendo um ataque cardíaco. Neste artigo, vamos explicar o que é uma crise de pânico, como diferenciá-la do transtorno do pânico, quais os gatilhos, os tratamentos disponíveis e, principalmente, o que fazer durante uma crise para se acalmar.
O que é uma crise de pânico?
Uma crise de pânico (ou ataque de pânico) é um episódio súbito de medo intenso que desencadeia reações físicas graves, mesmo quando não há perigo real. Ela pode ocorrer em diversos contextos e, muitas vezes, parece vir do nada. As crises de pânico são um tipo de resposta de ansiedade aguda. Para entender melhor os diferentes transtornos de ansiedade, confira nosso artigo sobre Tipos de transtornos de ansiedade.
Diferença entre crise de pânico e transtorno do pânico
É importante distinguir uma crise de pânico isolada do transtorno do pânico. Muitas pessoas têm uma ou duas crises de pânico ao longo da vida, especialmente em momentos de estresse, e isso não significa que tenham um transtorno. O transtorno do pânico é caracterizado por crises recorrentes e inesperadas, seguidas de pelo menos um mês de preocupação constante sobre ter outra crise, medo das consequências da crise (como perder o controle ou enlouquecer) ou mudança significativa no comportamento (como evitar lugares onde as crises ocorreram).
O transtorno do pânico pode vir acompanhado de outros quadros, como a ansiedade generalizada. Para saber mais sobre esse transtorno, veja nosso artigo: Entenda a ansiedade generalizada. Outro transtorno comum é a fobia social, que também envolve crises de ansiedade em situações sociais: Fobia social e ansiedade social.
Sintomas de uma crise de pânico
Os sintomas de uma crise de pânico geralmente atingem o pico em poucos minutos e podem incluir:
- Palpitações, taquicardia ou coração acelerado
- Sensação de falta de ar ou sufocamento
- Sudorese excessiva
- Tremores ou abalos
- Dor ou desconforto no peito
- Náusea ou desconforto abdominal
- Tontura, instabilidade, vertigem ou desmaio
- Calafrios ou ondas de calor
- Formigamento ou dormência nas extremidades
- Desrealização (sensação de irrealidade) ou despersonalização (sensação de estar fora do corpo)
- Medo de perder o controle ou enlouquecer
- Medo de morrer
Esses sinais podem ser muito parecidos com os de um infarto, mas é importante saber reconhecê-los. Se você tem dúvidas sobre outros Sintomas de ansiedade que você deve conhecer, acesse nosso blog.
O que fazer durante uma crise de pânico? Técnicas de grounding
Quando uma crise de pânico acontece, é essencial ter estratégias para se acalmar e voltar ao controle. As técnicas de grounding (ancoragem) ajudam a trazer sua atenção para o presente e reduzir a intensidade dos sintomas. Confira 6 técnicas que podem ajudar: Bônus de 100% até R$ 500 + 50 giros grátis Bônus 300% até R$3.000 no primeiro depósito via PIX
- Respiração profunda e lenta: Inspire pelo nariz contando até 4, segure por 4 segundos e expire pela boca contando até 6. Repita 5 a 10 vezes. Isso ativa o sistema nervoso parassimpático e desacelera o corpo.
- Técnica 5-4-3-2-1: Observe ao seu redor e identifique: 5 coisas que você pode ver, 4 coisas que você pode tocar, 3 sons que você pode ouvir, 2 cheiros que você pode sentir e 1 sabor que você pode perceber (ou algo que você possa provar). Isso distrai a mente do pânico e a conecta com o ambiente real.
- Movimento físico: Aperte uma bolinha de stress, caminhe devagar, balance os braços ou faça alongamentos suaves. O movimento ajuda a liberar a tensão acumulada.
- Repetir uma frase de conforto: Escolha uma frase como “Isso vai passar”, “Eu estou seguro” ou “Isso é apenas uma crise de ansiedade” e repita mentalmente ou em voz baixa.
- Foco em um objeto: Escolha um objeto próximo e descreva mentalmente todos os seus detalhes: cor, textura, forma, utilidade. Isso ancora a atenção no presente.
- Água fria: Molhe o rosto com água fria ou coloque as mãos em água gelada. O choque térmico pode ajudar a interromper a resposta de pânico e trazer foco.
Tratamentos para o transtorno do pânico
Se as crises de pânico são frequentes e interferem na sua qualidade de vida, é importante buscar ajuda profissional. O tratamento do transtorno do pânico geralmente combina psicoterapia e medicação. A terapia cognitivo-comportamental (TCC) é uma das abordagens mais eficazes, ajudando a identificar e modificar pensamentos e comportamentos que alimentam o medo. Em alguns casos, medicamentos antidepressivos (como os ISRS) podem ser prescritos por um psiquiatra para reduzir a frequência e intensidade das crises. O acompanhamento médico é essencial para definir o melhor plano para cada paciente.
Quando buscar ajuda?
Se você está tendo crises de pânico recorrentes ou vive com medo constante de ter uma nova crise, procure um psiquiatra ou psicólogo. O transtorno do pânico tende a piorar sem tratamento e pode levar a complicações como agorafobia (medo de lugares onde a crise pode ocorrer). No IBC Psiquiatria, oferecemos atendimento humanizado e especializado, inclusive por teleconsulta. Saiba mais sobre nossos canais de atendimento.
Perguntas frequentes sobre crise de pânico
Uma crise de pânico pode matar?
Embora os sintomas sejam extremamente desconfortáveis e assustadores, uma crise de pânico não é fatal. Ela não causa parada cardíaca nem danos físicos. No entanto, é importante descartar causas médicas, como problemas cardíacos, especialmente na primeira crise.
Quanto tempo dura uma crise de pânico?
Os sintomas geralmente atingem o pico em 10 a 20 minutos e raramente duram mais de uma hora. A sensação de medo pode persistir por mais tempo, mas a crise em si passa em geral em menos de 30 minutos.
Transtorno do pânico tem cura?
Sim, com o tratamento adequado, muitas pessoas ficam livres das crises ou as têm com muito menos frequência e intensidade. A combinação de terapia e medicação tem altas taxas de sucesso. O acompanhamento contínuo ajuda a prevenir recaídas.